Era um homem que não sabia quase nada.
Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata. Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um .... pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o.... nas mãos: - Mas o que ......está fazendo aqui?- Isso é .... - explicou o dono da loja.- Não sei se é..... ou se não é, só sei que é o.... meu pai.Os olhos do homem ficaram molhados.- O senhor... conheceu meu pai? - perguntou ele ao comerciante.O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um .... comum, desses de ... e... de madeira.- É não! - respondeu o outro. - Isso é o..... do meu pai. O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu ...., baratinho. Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, ..... embrulhado na gaveta da penteadeira.
A mulher ficou só olhando.
No outro dia, esperou o marido sair para trabalhar e correu para o quarto. Abrindo a gaveta da penteadeira, ...., olhou e deu um passo atrás. Fez o sinal da cruz tapando a boca com as mãos. Em seguida, guardou o.... na gaveta e saiu chorando.- Ah, meu Deus! — gritava ela desnorteada. - É ..... de outra mulher! Meu marido não gosta mais de mim! A outra é linda demais! Que olhos bonitos! Que cabeleira solta! Que pele macia! A diaba é mil vezes mais bonita e mais moça do que eu!- Quando o homem voltou, no fim do dia, achou a casa toda desarrumada. A mulher, chorando sentada no chão, não tinha feito nem a comida.- Que foi isso, mulher?- Ah, seu traidor de uma figa! Quem é aquela jararaca.....?- Que .....? - perguntou o marido, surpreso.- Aquele mesmo que você escondeu na gaveta da penteadeira!O homem não estava entendendo nada.- Mas aquilo é o..... do meu pai!Indignada, a mulher colocou as mãos no peito: - Cachorro sem-vergonha, miserável! Pensa que eu não sei a diferença entre um velho terrível e uma jabiraca safada e horrorosa?
A discussão fervia feito água na chaleira.- Velho lazarento coisa nenhuma! - gritou o homem, ofendido.
A mãe da moça morava perto, escutou a gritaria e veio ver o que estava acontecendo.
Encontrou a filha chorando feito criança que se perdeu e não consegue mais voltar pra casa.- Que é isso, menina?- Aquele cafajeste arranjou outra!- Ela ficou maluca - berrou o homem, de cara amarrada.- Ontem eu vi ele escondendo um pacote na gaveta lá do quarto, mãe! Hoje, depois que ele saiu, fui ver o que era. Tá lá! É .....de outra mulher!A boa senhora resolveu, ela mesma, verificar o tal ...... Entrando no quarto, abriu a gaveta, desembrulhou o pacote e espiou. Arregalou os olhos. Olhou de novo. Soltou uma sonora gargalhada.- Só se for ..... da bisavó dele! A tal fulana é a coisa mais enrugada, feia, velha, cacarenta, murcha, arruinada, desengonçada, capenga, careca, caduca, torta e desdentada que eu já vi até hoje!E completou, feliz, abraçando a filha: - Fica tranqüila. A bruaca .......já está com os dois pés na cova!
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